
Busca Implacável 2
O primeiro filme é um clássico do cinema de ação moderno, simples, direto e brutal. O problema começou quando decidiram que o Liam Neeson precisava salvar a família inteira em feriados diferentes. O que era uma busca desesperada virou uma rotina bizarra de sequestros.
No segundo filme, a coincidência já beira o absurdo. No terceiro, a fórmula se esgotou de vez. Parece que o maior perigo para essa família não são os vilões, mas sim a insistência em continuar uma história que já tinha terminado perfeitamente em Paris.

Esqueceram de Mim 6
Nessa acho que todo mundo concorda, Esqueceram de Mim morreu no segundo filme com o Macaulay Culkin. O que veio depois foi uma ladeira abaixo sem fim, mas o sexto filme, que foi direto para o Disney+, conseguiu atingir um novo nível de ruindade. Eles tentaram uma espécie de reboot e o resultado foi péssimo.
A criança tem o carisma de um tijolo, o roteiro tenta nos fazer sentir pena dos ladrões e transforma o protagonista em um moleque mimado e cruel. É aquele tipo de sequência que só existe para preencher catálogo de streaming. Algumas coisas deveriam ficar guardadas apenas na memória dos anos 90…

Tubarão 2
O primeiro filme mudou o cinema para sempre e criou todo o conceito de blockbuster. Já a sequência serviu apenas para provar que Hollywood não sabe a hora de parar. Embora tenha sido um sucesso gigantesco de bilheteria, Tubarão 2 jogou a genialidade de Spielberg para longe, entregando um filme de terror genérico.
O suspense psicológico deu lugar a um tubarão que parece ter um rancor pessoal contra a família Brody. Além de ser uma repetição desnecessária, ele abriu as portas para as sequências seguintes que se tornaram piadas completas. É o exemplo perfeito de que nem todo sucesso precisa de uma parte dois.

Psicopata americano 2
Se você não sabia que existe uma sequência de Psicopata Americano, sinta-se uma pessoa de sorte. O filme de 2002 é uma das coisas mais bizarras que já vi. Na real, ele nem foi escrito para ser uma continuação. O roteiro era um suspense qualquer chamado The Girl Who Wouldn’t Die, mas o estúdio decidiu enfiar o nome do Patrick Bateman no meio para tentar vender mais ingressos.
O resultado é um desastre completo que ignora toda a crítica social do primeiro filme e transforma a história em um “slasher” adolescente de péssimo gosto. A Mila Kunis se mete em cada furada…

Coringa: Delírio a Dois
Muita gente desconfiou desde o anúncio, mas a carta branca dada aos criadores originais trouxe uma falsa esperança. Erro meu. O fato de terem transformado os problemas mentais do Arthur Fleck em um musical arrastado acabou sendo o menor dos problemas. O roteiro parece ter medo de deixar o Coringa ser o Coringa, preferindo um drama de tribunal que não leva a lugar nenhum e desperdiça totalmente o talento da Lady Gaga.
É um filme que tenta desconstruir o que o público amou no original apenas para chocar ou dar uma lição de moral barata em quem assiste. O resultado foi um fracasso que não agradou à crítica e muito menos aos fãs, gerando um prejuízo de milhões para o estúdio.

Borat: Fita de Cinema Seguinte
O primeiro Borat é, sem dúvida, uma das melhores comédias que já vi na vida. É um filme que sabia brincar com todo mundo de um jeito nunca antes visto. Já o segundo, lançado muitos anos depois, parece ter sido feito às pressas apenas para coincidir com o ano da eleição americana.
O resultado é um filme muito mais preocupado em passar uma mensagem política sobre um determinado eleitorado do que em fazer humor. Ele perdeu aquela essência caótica e imprudente que tornava o original genial, soando mais como um manifesto do que como uma sátira. Infelizmente, não chega nem aos pés do seu antecessor.

Exorcista II: O Herege
Esse é mais um exemplo de uma continuação feita às custas de um grande clássico. O primeiro filme é uma obra-prima absoluta do terror, então não seria difícil imaginar que Hollywood faria uma sequência.
E assim veio O Exorcista II: O Herege, uma bagunça completa que tenta substituir o horror visceral por uma trama mística e confusa sobre telepatia e gafanhotos. É difícil acreditar que o estúdio deu sinal verde para algo que ignora toda a atmosfera de medo do original. O resultado foi um filme tão perdido que acabou se tornando uma piada involuntária, sendo frequentemente citado como uma das piores continuações já feitas na história.

Veja o que aconteceu ao bebê de Rosemary
Sim, esse é realmente o título. O Bebê de Rosemary não saiu ileso das garras das sequências desastrosas, resolveram fazer essa continuação para a TV que explica exatamente o que aconteceu, tirando todo o mistério da obra de Roman Polanski.
Na verdade, esse filme foi um grande teste para viabilizar uma série, mas com um roteiro preguiçoso, estética pobre e uma trama boba e desnecessária, o projeto acabou morrendo nesse piloto. É o tipo de obra que prova que algumas perguntas nunca deveriam ser respondidas, pois o medo real está justamente no que não é dito.

Alien 3
Depois de dois filmes perfeitos dirigidos por Ridley Scott e James Cameron, a franquia Alien sofreu seu primeiro grande golpe e sob a direção do ótimo David Fincher. Alien 3 já começa da pior forma possível matando personagens queridos logo na abertura e jogando no lixo tudo o que foi construído no segundo filme. O roteiro isola Ripley em um planeta prisão, cercada por prisioneiros condenados por estupro que passam boa parte do tempo tentando atacar a própria protagonista.
Tentar vender esses caras como os “salvadores do dia” no final é uma escolha bizarra e de mau gosto. Além de ser visualmente escuro e depressivo, o filme sofreu com um desenvolvimento caótico que resultou em uma obra sem alma, que quase destruiu o legado de uma das maiores protagonistas do cinema.

Psicose III
Muita gente se surpreende ao saber que Psicose tem continuações, mas elas existem. Para a surpresa de muitos, Psicose II é um filme honesto que consegue respeitar o legado de Hitchcock. O verdadeiro problema começa no terceiro filme. Ali a franquia perde completamente o rumo, transformando o suspense psicológico em um terror barato e apelativo.
O Norman Bates, que era um personagem complexo e trágico, vira quase um vilão genérico. O quarto filme então, feito para a TV, só serve para enterrar de vez qualquer mística que ainda restava sobre a icônica casa da colina. Algumas obras-primas foram feitas para serem únicas e mexer nelas é um risco que raramente vale a pena.



